sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Uma nova geração de cristãos!

As palavras do Pastor Ricardo Barbosa pôr ocasião do Congresso Brasileiro de Evangelização em 2003, foi de extrema importância. Veja o que ele diz:

“A nova geração de cristãos já não procura a salvação da alma, mas um corpo sarado; não busca a santificação, mas aceitação; não acredita na renúncia, mas na auto-realização; não se interessa em aprender a amar, mas em fazer sexo; já não tem fome e sede de justiça, mas um desejo enorme de consumir; não peca, quando muito, carrega traumas provocados pôr outros. A distinção entre o amor responsável e o sexo irresponsável já não é tão óbvia. A grande preocupação hoje, já não é com a alma, nem com a eternidade, mas com o controle da celulite, com os níveis de colesterol, com a taxa de gordura, com a grife da roupa ou o sucesso profissional”,

Não se Acostume1

EU SEI QUE A GENTE SE ACOSTUMA.
Mas não devia. A gente se acostuma a morar em apartamento de fundos e a não ter outra vista que não seja as janelas ao redor.
E porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E porque não olha para fora logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E porque não abre as cortinas logo se acostuma acender mais cedo a luz. E a medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.
A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar café correndo porque está atrasado. A ler jornal no ônibus porque não pode perder tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá pra almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.
A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja número para os mortos. E aceitando os números aceita não acreditar nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.
A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto. A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. A lutar para ganhar o dinheiro com que pagar.
E a ganhar menos do que precisa. E a fazer filas para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagará mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas que se cobra.
A gente se acostuma a andar na rua e a ver cartazes. A abrir as revistas e a ver anúncios. A ligar a televisão e a ver comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos. A gente se acostuma à poluição.
As salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. A luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. A contaminação da água do mar. A lenta morte dos rios.
Se acostuma a não ouvir o passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta. A gente se acostuma a coisas demais para não sofrer.
Em doses pequenas, tentando não perceber, vai se afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada a gente só molha os pés e sua no resto do corpo.
Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.
A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se da faca e da baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida que aos poucos se gasta e, que gasta, de tanto acostumar, se perde de si mesma

Vida de Pastor

A vida do pastor não é fácil, por que digo isto?

O pastor tem que ter:
A fé de Abraão,
A paciência de Jô.
A integridade de José;
A mansidão de Moisés;
A obediência de Samuel;
A coragem de Davi;
A amizade Jonatas;
A felicidade de Elias;
A simpatia de Isaías;
A humildade de Jeremias;
A firmeza de Daniel;
A sinceridade de Natanael;
A consolação de Barnabé;
A pureza de Timóteo;
O amor de João;
O espírito de Paulo;
E a plenitude do Espírito Santo;


Por quê?

Porque ele ama, e muitas vezes não é amado.
Exorta e não é obedecido;
Ele visita, e é friamente recebido em nossas casas;
Ele cumprimenta e é indiferentemente correspondido;
Ele solicita cooperação que lhe é negada;
Ele confia em alguém que acaba o traindo;
Ele repreende amorosamente, e é desapontado;
Falam-no com sorriso, mas desacreditam-no na ausência;
Coloca alguém ao lado para o ajudar, e é caluniado por inveja, ou interesse;

Tem êxito na obra? É invejado;
Busca a glória de Deus e a salvação das almas? Não é compreendido;
Prega a piedade e a pureza, e vê os membros de sua igreja se mundanizando a cada dia;
Consome-se na preparação de um melhor alimento espiritual, e não é apreciado;

Tudo o que ele faz, parece que não está bom, pois:
Se fala pouco, é porque não tem o que dizer;
Se fala muito, é tagarela;
Se veste-se bem, é vaidoso;
Se veste-se mal, é mulanbento;
Se é estudado, é exibido.
Se não tem estudo, é obtuso;
Se é profundo, é complicado;
Mas se é simples, é simplista.


Mas, o fiel pastor das almas, quando encontra essas dificuldades, busca a Deus em oração e continua fiel ao seu trabalho.

O dilema do fundo da agulha

Em Mateus 19.24 fala-se do “fundo duma agulha” ou “buraco duma agulha”. Isso é literal ou simbólico? O contexto desta passagem trata de um jovem rico que amava tanto as suas riquezas que elas lhe serviram de impedimento à sua salvação. A mensagem é clara, porém, muitas discussões surgiram sobre o texto.

Ao falar sobre a impossibilidade deste tipo de pessoas se salvarem, Jesus foi enfático e utilizou a ilustração da impossibilidade de um camelo passar pelo buraco de uma agulha. Na tentativa de explicar este texto surgiram Algumas possíveis explicações: Alguns pensam que o buraco da agulha aqui referido fosse uma portinhola, no muro de Jerusalém, através do qual pudesse passar finalmente um camelo, depois de muitos puxões e empurrões. Outros admitem que a expressão camelo, que no grego representa uma pequena modificação de “Kamelos” para “Kamilos”, trate de uma corda grossa ou um cabo.

Note no entanto que, o Grego de Mateus 19.24 e de Marcos 10.25 fala-nos de uma agulha usada com linha, enquanto que o de Lucas 18.25 usa o termo médico que indicava uma agulha usada nas operações cirúrgicas. Portanto, fica claro que o texto não está falando de uma portinhola, ou de uma corda grossa, mas sim do pequenino buraco de uma agulha de costura. Provavelmente, era um provérbio para ilustrar coisas impossíveis. Portanto, quem quer que ame as riquezas, a ponto de impedi-lo de confiar em Jesus Cristo como Senhor e Salvador, está impossibilitado de ser salvo.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Pastores Incrédulos

Pegue uma bibliografia de um curso de teologia de um professor neoliberal. Voce só bai encontar autores seculares, padres, teólogos da libertação e alemães protestantes liberais. Não se encontra ali nenhum um único livro de um conservador, nem para remédio. E, no fim, os fundamentalistas somos nós.

O que falta em alguns pastores incrédulosé honestidade para assumir aquilo em que realmente acreditam - ou deixam de acreditar. Mesmo que eu discorde de Rubem Alves em muita coisa, não posso deixar de apreciar sua integridade quando voluntariamente largou o ministério pastoral da igreja presbiteriana por não acreditar mais naquilo que sua igreja adota.

Seria muito bom para todo o mundo se outros pastores incrédulos, fizessem o mesmo.